Cereja da Austrália – Eugenia Reinwardtiana

Hoje vamos falar sobre a Cereja da Austrália, uma frutífera que se adapta perfeitamente a pequenos vasos. Ela é nativa das florestas chuvosas de Queensland, Austrália, e lá é conhecida como Cedar Bay Cherry ou Mountain Stopper. Em seu ambiente natural tem tamanho que varia dos 2 aos 6m de altura quando adulta, mas quando cultivada em vasos dificilmente passa de 1,5 m de altura.

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A arvoreta é também ornamental, pois suas brotações são avermelhadas e com folhas pubescentes. Produz frutos ovalados de 2 a 3 cm, de casca e polpa vermelha-escarlate, e tem sabor adocicado. Outro fato interessante é o de que frutifica precocemente, perto dos 2 anos de idade.

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Os frutos são consumidos ao natural, mas podem também ser utilizados para fazer doces, geléias e dar sabor a drinks e batidas.

Em minha casa tenho uma muda em um vaso de 30 cm de altura por 25 cm de boca. Ela foi comprada no e-Jardim em início de 2014 e hoje, 2 anos depois, está florescendo pela segunda vez.

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Qual o tamanho adequado e como preparar o vaso? – Parte 3

Olá amigos!

Percebi que tópicos como tamanho do vaso, cálculo de volume e adubação, são pesquisas comuns neste blog. Muitas vezes, feitas pelas mesmas pessoas. Em função de alguns eventos ocorridos, também ficou patente que algumas pessoas não compreenderam o intuito da planilha disponibilizada e a responsabilidade de cada um ao utilizá-la. Àqueles que entenderam, peço desculpas pelo acréscimo do último ítem citado abaixo, mas ele era necessário. No intuito de facilitar para que vocês tenham uma ferramenta única, fiz mais uma revisão da planilha.

Na versão 6, além de mudar um pouco o layout tentando deixá-la mais organizada, acrescentei:

  • sugestão para composição do substrato para vasos
  • cálculo das quantidades necessárias para compor o substrato supracitado
  • sugestão de forma, composição e freqüência da adubação
  • utilização da planilha e responsabilidade do autor e do leitor

Leia também a Parte 1 deste artigo, clicando aqui.

Bom cultivo!

25/09/2015 – ATENÇÃO! Quem baixou a planilha antes desta data, recebeu uma versão que tinha um erro na conversão de litros para galões e vice-versa. Ao perceber o erro, efetuei a correção e disponibilizo agora a versão correta. Desculpem-me pelo engano!

Link para Download: Cálculo-Volume-Vasos-V7

Qual o tamanho adequado e como preparar o vaso? – Parte 2

Não adiantará nada você ter todo o cuidado na preparação do vaso se não colocar um suporte para que ele não fique em contato direto com o chão. Ficando em contato direto, equivale a tampar os furos do fundo do vaso… Para onde o excesso de água escoará? Vale também ressaltar que, assim como os vasos podem ser feitos de diferentes materiais e ter diferentes formas, os suportes também. Eles podem ser de metal, madeira ou cimento, podem ser simples tijolos, podem ter rodinhas ou serem fixos, pintados ou não. Lembre-se ainda de que é muito importante que você tenha certeza de que o suporte escolhido será capaz de suportar o peso do vaso cheio de terra molhada. Se você usar um suporte inadequado, ele poderá quebrar e o vaso poderá tombar e, dependendo do tamanho do vaso, além do prejuízo você poderá ter sérios acidentes envolvendo pessoas e objetos próximos.

Ao lerem a informação presente no parágrafo acima, alguns visitantes que baixaram a nossa planilha para cálculo do tamanho e volume dos vasos na versão 4 perguntaram sobre como calcular o peso do vaso cheio, pois esta informação é necessária para saber qual suporte devem comprar.

Fiz então uma pesquisa sobre o peso de substratos secos x substratos molhados, mas concluí que não há uma forma 100% precisa de fazer o cálculo em função da diversidade de materiais utilizados tanto no substrato como no vaso em si mesmo. Portanto, o máximo que podemos conseguir com as informações que teremos à mão é uma fórmula para calcular o peso aproximado do vaso, tanto vazio quanto cheio. Estejam cientes de que o resultado do cálculo não é preciso, embora seja aproximado.

Leia também a Parte 1 deste artigo, clicando aqui.

Bom cultivo!

Link para Download da planilha Excell – Calculo-Volume-Vasos-V7

Qual o tamanho adequado e como preparar o vaso?

Com certeza, muitos já se fizeram esta pergunta ou, pelo menos, a fizeram a um vendedor ou viveirista. Com certeza, também já ouviram a resposta do tipo “um vaso médio serve” ou “um vaso de xx litros dá” ou (pior) “um vaso de xx galões serve“. Você sai então para comprar o vaso, mas ao passar a especificação para o vendedor, ele diz “o vaso tem xx cm de altura, xx cm de boca e xx cm de base, mas não sei quantos litros ou galões cabe nele não!!“. Você tem então a exata dimensão da sua própria ignorância e da falta de padrão entre os vendedores de vasos e de mudas ao fornecerem tais informações … O que fazer então??? Depois de passar por situações assim algumas vezes e ter que fazer a compra do vaso com base no “olhômetro” ou com base em uma “conta de padeiro“, me dei conta de que eu precisava procurar por um método mais racional e prático para comprar vasos de tamanho adequado. Lá fui eu lembrar de minhas aulas de ciência, matemática, e também fazer pesquisas sobre o tema em diversos fórums. Acabei por criar uma planilha (em Microsoft Excell) que realiza o cálculo com base em alguns dados fornecidos e como resultado traz a correspondência entre o tamanho do vaso e sua capacidade em litros e em galões. Adicionalmente, em um fórum (não me lembro qual), encontrei uma regra básica para estimar qual deve ser o tamanho de um vaso em função do porte da planta adulta. Como acredito que esta planilha lhes possa ser útil, compartilho-a com vocês. Sintam-se à vontade para divulgá-la e, se a melhorarem, peço apenas que me encaminhem uma cópia da versão atualizada.

Uma outra dica diz respeito ao preparo do vaso, que influirá não só na sua durabilidade como também na frequência da rega. No fundo dos vasos deve-se colocar uma camada de argila expandida ou de pedrinhas, cobertas com manta de bidim. Isto facilitará a drenagem da água e evitará o apodrecimento das raízes, mas tome o cuidado de não tampar os furos existentes no vaso e assim impedir a drenagem. Para que isso não ocorra, use pedras um pouco maiores, ao menos sobre os furos. Conforme a planta for crescendo, é possível que ela precise ser mudada para um vaso maior, permitindo que as raízes tenham espaço para se expandir. Outra possibilidade é você executar a poda dos ramos e mesmo das raízes.

Vasos de plástico são mais baratos, mais leves e retém mais água, mas quando expostos ao sol por muito tempo tendem a ressecar e até quebrar com facilidade. Fora isso não demandam outros cuidados.

Vasos de cerâmica, barro e cimento são mais caros, mais pesados e mais porosos, e esta porosidade reduz a retenção de água. Não obstante, se você não preparar estes vasos  adequadamente, é provável que fiquem feios por acúmulo de limo e sujeira, que tenham infiltração de água e que trinquem ou quebrem rapidamente. Ademais, a terra e as raízes irão provavelmente grudar nas paredes internas, dificultando eventuais manutenções. Para minimizar a chance de que tais coisas aconteçam, você deve impermeabilizar a parte interna com produtos específicos como o neutrol ou o betume para evitar que manchas e mofos se acumulem (deixando não só o vaso feio, como a planta mais sujeita a pragas). Você deve também pintar o lado externo com tintas impermeáveis ou verniz naval, deixando assim os vasos muito mais bonitos e duráveis.Se você tem dúvidas sobre como pintar, procure instruções e tutoriais detalhados na internet. Você verá que existem muitos, até mesmo para construir seu próprio vaso ou pintá-lo como aqueles caríssimos vasos vietnamitas que nossas esposas adoram.

Se você não quiser ter o trabalho de pintá-los, pode comprá-los já pintados (mas ficará bem mais caro).

Espero que estas dicas sejam úteis. Clique no link abaixo e faça o download desta planilha, a qual também inclui uma formula para calcular o peso aproximado do vaso, tanto quando cheio com material seco, quando cheio com material molhado.

Bom cultivo!

Link para Download da planilha ExcellCalculo-Volume-Vasos-V7

Cagaita (Eugenia Dysinterica ou Stenocalyx Dysentericus (DC.) O. Berg)

Você deve estar pensando: “Mas que nome estranho para uma fruta!!“. Pois é estranho mesmo, mas tem sua explicação: a ingestão do fruto maduro e ainda quente de sol, tem efeito laxativo (para algumas pessoas bastam 15 minutos para fazer efeito). Não obstante, a infusão de folhas tem o efeito inverso. Mas não se preocupe, pois basta colocar o fruto na geladeira para que este esfrie e as propriedades laxativas só se manifestarão se você ingerir grande quantidade deles. Nativa do cerrado brasileiro, a cagaita pertence à família Myrtaceae, sendo portanto parente da jabuticaba, goiaba, jambo, araçás e eucaliptos. A frutinha é pouco maior do que uma moeda de 1 real, de cor amarela, polpa gelatinosa quando madura e sabor difícil de descrever, mas com caroço pequeno e boa quantidade de polpa, muito utilizada no preparo de sucos, doces, geléias e sorvetes. Quando verde mas próxima da maturação, também é comestível e tem textura crocante e um sabor que lembra o da maçã verde. A casca do fruto é muito fina e também é comestível. A árvore é caducifólia (perde as folhas no inverno) e corticeira, ou seja, seu tronco solta placas de até 2 cm de espessura. Em seu ambiente natural a cagaiteira pode chegar até 7 metros de altura e tem belo efeito paisagístico quando em floração e com suas folhas jovens de tom avermelhado que passam ao marrom-ferrugíneo e depois ao verde (vide foto abaixo). Apesar do porte é possível sim cultivá-la em vasos, onde a espectativa é de que inicie a produção de frutos entre os 2 e 4 anos de idade. Por hora, a minha muda está em um recipiente plástico de 40 cm de altura por 30 cm de boca, mas já produz frutos e tem floração abundante. Realmente, uma de minhas melhores aquisições. 🙂 Comprei minha muda da Mari Plantas, cujo endereço está disponível na seção links.

Frutos Maduros

Frutos Maduros

Flores e folhas novas

Flores e folhas novas

Floração

A floração espetacular, que ocorre no início da primavera junto com o surgimento das novas folhas de cor ferrugínea, tornam a cagaita uma excelente opção para o paisagismo.

CURIOSIDADE: existe uma variante menos comum, conhecida como cagaita vermelha (Eugenia geminiflora Berg.), cuja foto segue abaixo. As flores e aspecto geral da árvore são idênticos ao da cagaita amarela.

cagaita vermelha

Cagaita vermelha

Grumixama Anã (Eugenia Itaguahiensis)

Gru o que?!? Não, você não se enganou, este é o nome de uma frutífera tipicamente brasileira. Grumixama-Í vem do Tupi e significa ”Fruta que pega ou aperta na boca ao comer”, e o adjetivo I quer dizer pequeno. É uma frutifera nativa da mata atlântica que pode ser encontrada em forma arbustiva ou de árvore de porte, sendo o fruto de cor roxa (mais comum) ou amarelo. Cada uma das espécies tem um nome científico diferente e ligeira variação de sabor, embora o fruto de todas as espécies tenha aproximadamente o mesmo tamanho: 2 a 3cm.  A grumixama floresce em dezembro e você pode encontrá-la na entrada do SESC Belenzinho, ou na Av. Dr. Arnaldo na Faculdade de Medicina da USP, ambos os endereços em São Paulo. Para quem é leigo é difícil identificar cada uma das espécies, pois as plantas são muito parecidas. Este post do Lacerda, do e-Jardim, ajuda a esclarecer o mistério: http://e-jardim.blogspot.com.br/2008/10/para-no-levar-gato-por-lebre.html.
A espécie Itaguahiensis (que tem frutos roxos) é a de menor porte (1 a 3m) entre todas, podendo ser cultivada com sucesso em vasos onde frutifica em aproximadamente dois anos (desde que adubada corretamente). As demais (de porte árboreo) são a Eugenia Blastantha e a Eugenia Brasiliensis, sendo que esta última pode alcançar até 15m de altura e tem três variedades: var. Erythrocarpus, de frutos grandes e roxos ou avermelhados; Iocarpus, de frutos pretos; e a Leucocarpus de frutos amarelos. A seguir, foto da minha muda de Grumixama Anã que está em um vaso de 30 cm de boca por 40 cm de altura. Há ainda uma foto das flores e dos frutos de cor amarela e de cor roxa. Você pode adquirir mudas nos sites do e-Jardim, Colecionando Frutas e Plantamundo (vide seção de links).

Grumixama AnãPlantada em um vaso de 30 cm de boca por 40 cm de altura (foto de 2014)

DSC05049Flores (iguais em todas as variedades) e os frutos de cor amarela e de cor roxa

11/08/2015 – No final do segundo segundo semestre de 2014 comprei uma muda maior (que devia ter uns dois anos de idade), com um metro e meio de altura e que floriu pela primeira vez em julho de 2015. Esta nova muda foi comprada do E-jardim, e vc pode ver uma foto dela no post de 04/08/2015 clicando aqui: Frutificando

Melão Andino (Solanum Muricatum)

O melão andino também é conhecido como pera-pepino, melão de árvore e pepino doce. Da família das solanáceas, ele é nativo dos países andinos da América do Sul. É uma planta de meia-sombra (não de sol pleno) que quando plantado no solo pode chegar a 1,5m de altura, mas que também pode ser plantada em pequenos vasos de chão ou de parede, dando um belo efeito paisagístico. A planta é de fácil reprodução pelo método de estaquia, mas é muito sensível ao frio e a pragas, motivo pelo qual deve ser bem cuidada e usualmente replantada (por estacas) anualmente. Embora tenha variação de tamanho, cor e forma, a espécie mais comum e cujos frutos são encontrados à venda no Brasil tem formato ovalado, com a casca amarelo clara e listrada com faixas cor-de-vinho. O fruto tem pouquíssimas sementes, com excelente quantidade de polpa, mas cujo sabor é difícil de descrever… Lembra o melão e também a pera. Você pode saboreá-lo como um melão ou utilizá-lo para compor drinks e batidas. Em casa, tenho 03 pés desta frutífera, um dos quais (plantado em um vaso de 30 cm de altura por 30cm de boca) pode ser visto na foto abaixo.

 

Melão Andino em vaso

Plantada em um vaso de 30cm de altura por 30 cm de boca

 

Flores e frutosA variedade que tenho, é a do fruto mais à esquerda na foto

21/12/2015 – Meus 03 pés de melão-andino morreram em função de pragas (às quais são muito suscetíveis) e, creio, do frio . Creio que o clima de São Paulo não lhe é muito favorável…

11/07/2016 – Meu filho gosta muito deste melão-andino, mas só consigo achá-lo sazonalmente no supermercado Pão de Açúcar. Assim, resolvi tentar mais uma vez e, no início de maio de 2016 adquiri duas novas mudas, que já vieram com 02 pequenos frutos. Durante todo o mês de maio e parte de junho, mantive as mudas dentro de casa e só as colocava no quintal para tomar o sol das 07:00 às 10:00 da manhã e das 16:30 ás 18:00. Apliquei cobre para eliminar os diminutos insetos brancos (pareciam pó) que se abrigavam na parte inferior das folhas, removi outras folhas que pareciam ter as bordas queimadas (algum tipo de fungo) e, finalmente, ao iniciar a segunda quinzena de junho as deixei em definitivo no quintal. Elas se adaptaram bem e gostaram do frio, contrariando minha percepção anterior. Em 10 de julho colhi o meu primeiro fruto e, em 28 o segundo fruto. Coloquei um suporte para as ramas, pois os frutos são pesados para uma planta tão pequena, e creio que isso também ajudou na adaptação da planta. Ela é mesmo chatinha de se cuidar, mas creio que peguei o jeito: não pode regar demais e nem de menos, se o calor for intenso, coloque-as temporariamente em um local mais ameno mas não de sombra total, remova as folhas doentes e adube com parcimonia, e você poderá cultivar este delicioso fruto com sucesso! Uma das minhas mudinhas já tem um novo fruto se desenvolvendo enquanto escrevo este post. Postarei fotos em breve, para que vocês vejam que é sim possível cultivar o melão-andino em São Paulo. 🙂