Cereja da Austrália – Eugenia Reinwardtiana

Hoje vamos falar sobre a Cereja da Austrália, uma frutífera que se adapta perfeitamente a pequenos vasos. Ela é nativa das florestas chuvosas de Queensland, Austrália, e lá é conhecida como Cedar Bay Cherry ou Mountain Stopper. Em seu ambiente natural tem tamanho que varia dos 2 aos 6m de altura quando adulta, mas quando cultivada em vasos dificilmente passa de 1,5 m de altura.

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A arvoreta é também ornamental, pois suas brotações são avermelhadas e com folhas pubescentes. Produz frutos ovalados de 2 a 3 cm, de casca e polpa vermelha-escarlate, e tem sabor adocicado. Outro fato interessante é o de que frutifica precocemente, perto dos 2 anos de idade.

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Os frutos são consumidos ao natural, mas podem também ser utilizados para fazer doces, geléias e dar sabor a drinks e batidas.

Em minha casa tenho uma muda em um vaso de 30 cm de altura por 25 cm de boca. Ela foi comprada no e-Jardim em início de 2014 e hoje, 2 anos depois, está florescendo pela segunda vez.

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Cajá-manga Anão – Spondias Cythera

Olá amigos! Vamos ao primeiro post de 2016, no qual falaremos sobre o cajá-manga.

O cajá-manga é um fruto mais conhecido pelos moradores das regiões Norte e Nordeste do Brasil, mas que lentamente vem se tornando conhecido também nas demais regiões do país. Supermercados como o Extra e o Pão-de-Açúcar sazonalmente comercializam o cajá-manga em bandejas com 4 ou 6 unidades. O problema é que o cajá-manga comercializado nestes mercados é o produzido em uma árvore que pode passar dos 10 metros de altura e de 5 metros de copa… Decididamente não caberia em vasos e nem em quintais medianos. Para os que querem conhecer a árvore, visitem o Hotel Fazenda Campo dos Sonhos, na cidade de Socorro, estado de São Paulo, onde você poderá conhecer um gigantesco pé de cajá-manga arbóreo, saborear alguns frutos, tomar café produzido no local e passar alguns dias hospedado neste hotel fazenda que tem inúmeras atrações, principalmente para os seus filhos. Me hospedei lá em 2014, e recomendo muito o lugar.

Bem, mas existe uma variedade anã que pode ser mantida em vasos e, se plantada no chão, se tornará uma arvoreta de no máximo 1,40m a 2,50m de altura. Esta variedade anã é o foco deste artigo.

O cajá-manga anão produz, é claro, frutos menores que os do seu primo arbóreo, mas tem uma vantagem: tem muito menos fibras. Sim, porque o cajá-manga de árvore produz frutos com muitas fibras e que dificultam a extração da polpa. É até ruim de morder o fruto… Já o cajá-manga anão não tem este problema. Você pode simplesmente remover a casca fina e cortar as lascas da polpa, ou até mesmo colocar o fruto inteiro na boca e ir mastigando-o até sobrar apenas o caroço. Veja a foto:

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Cajá-manga anão

O fruto tem sabor que varia do agridoce ao adocicado, polpa crocante, e é muito apreciado para o consumo ao natural e para a produção de sucos e sorvetes. A arvoreta é muito produtiva e aceita bem as podas para limitar a altura e para limpeza. O cultivo é fácil, já que ele aceita quase todos os tipos de solo, inclusive os arenosos e pobres. Uma característica interessante é a queda de todas as folhas no inverno, que renascem na primavera juntamente com as hastes populadas por cachos de pequenas flores de tom creme que logo se transformam em frutos.

Em minha casa tenho um cajá-manga anão em um vaso de 40 cm de altura por 30 cm de boca, onde vai muito bem, e a planta hoje tem 80cm de altura, tendo já produzido frutos diversas vezes.

Você pode encontrar mudas com facilidade, tanto no Mercado Livre como com os vendedores listados na seção de links, mas verá que o preço, o tamanho e a qualidade variam bastante. Pesquise antes de comprar e, se você não tem muito espaço, esteja certo de adquirir a variedade anã.

Bom cultivo!

Jabuticabas

Fruta legitimamente brasileira, nativa da Mata Atlântica, a jabuticaba é tão famosa que até faz parte de um ditado conhecido internacionalmente (infelizmente negativo) referente ao nosso país: “Se é do Brasil e não é jabuticaba, então não presta”. Isso equivale a dizer que em nosso país a única coisa que presta é a jabuticaba. É lamentável que exista este ditado mas… em um país onde a corrupção é sistêmica, onde a impunidade impera e onde a maioria quer apenas levar vantagem sobre os outros, este ditado acaba por fazer todo o sentido embora com certeza não seja 100% verdadeiro, pois existem muitas pessoas e coisas boas no Brasil.

Bem, mas este Blog é sobre frutíferas, e não sobre política, então vamos ao que interessa: a jabuticaba! Uma frutinha que de tão apreciada, tornou-se comum nos quintais familiares dos brasileiros, em especial naqueles dos moradores do Estado de São Paulo, região onde até dá nome a uma cidade: Jaboticabal.

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A palavra jabuticaba deriva de “iapoti´kaba” que vem do idioma das tribos Tupi e o significado pode ser “fruta que alimenta o jabuti” ou “sebo de jabuti” (alusão ao aspecto da polpa x o sebo ou gordura do jabuti). Muito apreciadas pelos índios in-natura ou em fermentados, as frutinhas de casca preta e sabor adocicado logo caíram nas graças dos portugueses e, mais tarde, dos cidadãos de todo o mundo. Hoje existem jabuticabeiras nos Estados Unidos, Rússia, Espanha, China, Austrália, Vietnã e em muitos outros países, mas a maior produtora mundial de jabuticabas ainda é brasileira: é a cidade de Hidrolândia, em Goiás. Já no estado de São Paulo, Jaboticabal e Casa Branca são grandes produtoras. As três cidades promovem festas anuais em homenagem a fruta, que se tornou uma atração turística.

Apesar da fama mundial, nem todos sabem que existem várias subespécies de jabuticaba, e não apenas uma espécie. Algumas delas (como a coroada) podem levar até 20 anos para frutificar a partir do plantio por semente, mas outras frutificam a partir de 03 anos. Se forem produzidas por alporquia ou enxertia, podem até frutificar em bem menos tempo: em apenas um ano! As subespécies mais comuns e suas características básicas (existe muita variação) quando cultivadas a partir de sementes são:

Sabará (Myciaria jaboticaba Berg) – árvore de até 6m de altura com vários ramos que crescem desde a base, folhas pequenas e verde escuras, frutos de até 3cm e pretos quando maduros, casca fina e muito doce. Começam a produzir a partir dos 06 anos de idade.

Híbrida (Myrciaria x Cauliflora) – Como o nome diz, esta espécie é o resultado do cruzamento da jabuticaba sabará com a paulista. Árvore de até 5m de altura, folhas verde claro, frutos de até 3cm e pretos quando maduros, casca mais grossa, fruto muito doce. Inicia a produção a partir dos 03 anos de idade e produz mais de uma vez ao ano. É a variedade mais comercializada.

Ponhema, Açú ou Paulista (Myciaria cauliflora Berg) – árvore de até 4,5 m de altura com ramos que crescem desde a base, folhas novas são avermelhadas, frutos de mais de 3 cm de cor preta e entrecasca arroxeada quando maduros, casca grossa e sabor acidulado. Começam a produzir a partir dos 06 anos de idade.

Vermelha ou Vinho (Myciaria phitrantha Kiaersk) – árvore de até 3,5 m de altura, frutos de mais de 3 cm de diâmetro, fortemente costados, de coloração avermelhada a cor-de-vinho. Folhas de até 7-8 cm de comprimento. Frutifica 2 vezes por ano, a partir de 3-4 anos de idade..

“Branca” (Myciaria aureana Mattos) – árvore de até 3 m de altura e muito ramificada, mas de tronco e galhos finos, folhas de até 10 cm, de tom marron claro quando novas. Frutos costados de 2 a 3 cm, de cor verde claro quando maduros. Polpa muito doce e casca fina, levemente azeda e que pode ser consumida. Começam a produzir a partir dos 04 anos de idade.

Outras subespécies, mais raras e pouco conhecidas, são: jabuticaba-de-cabinho, jabuticaba-azul, jabuticaba coroada, jabuticaba coroada da restinga, jabuticaba anã do cerrado, jabuticabatuba, etc…

Cultivo: Jabuticabeiras gostam de sol, mas aceitam a meia sombra e algumas espécies aceitam até o cultivo em em ambientes internos. Em São Paulo, no Shopping Eldorado por exemplo, você poderá encontrar duas árvores enormes no pátio de alimentação, próximas as grandes janelas laterais. Outro fator importante para ter sucesso no cultivo é não deixar faltar água, pois jabuticabeiras não toleram estiagem prolongada. Na falta de água, produzirão muito pouco e poderão até morrer. Elas também não gostam muito da água com cloro que sai de nossas torneiras, mas adoram a água das chuvas. A única espécie tolerante ao menor volume de água é a jabuticaba anã do cerrado (Myrciaria Nana Ou Plinia Nana), que tolera estiagens e não gosta de água em excesso.

Podem ser cultivadas em vasos? A resposta é SIM! As mais adequadas são a vermelha, a branca e a anã do cerrado (raríssima!) que podem ser mantidas em vasos a vida toda. Quanto às demais, você até pode mantê-las por alguns anos em vasos, pois todas as espécies de jabuticaba crescem MUITO lentamente, mas um dia você terá que transplantá-las para o solo ou precisará de um vaso muito grande.

Em minha casa, tenho uma jabuticaba de cabinho plantada no solo, além de uma jabuticaba híbrida, uma coroada da restinga, uma jabuticaba anã do cerrado e uma jabuticaba azul em vasos.

Você pode encontrar mudas de todas as subespécies citadas neste artigo consultando os vendedores listados na seção de links deste blog, ou mesmo pesquisando em sites de e-commerce como o Mercado Livre e o OLX. Quanto a subespécie anã do cerrado (Myrciaria Nana ou Plinia Nana), apenas o E-jardim e o Colecionando Frutas tinham mudas disponíveis quando do fechamento deste artigo.

Se você tiver um bom dinheiro disponível e bastante espaço, tem ainda a opção de comprar uma jabuticabeira já adulta e produzindo: http://www.jabuticabeira.com.br.

Para quem não tem tanto espaço mas tem algum dinheiro, também existe uma opção: http://www.jabuticabeiranovaso.com.br/. Você pode receber sua jabuticabeira, já no vaso e produzindo, em sua casa! E o melhor: se você reside em São Paulo (ou nas cidades listadas no site), o frete é grátis.

Bom cultivo!

Cagaita (Eugenia Dysinterica ou Stenocalyx Dysentericus (DC.) O. Berg)

Você deve estar pensando: “Mas que nome estranho para uma fruta!!“. Pois é estranho mesmo, mas tem sua explicação: a ingestão do fruto maduro e ainda quente de sol, tem efeito laxativo (para algumas pessoas bastam 15 minutos para fazer efeito). Não obstante, a infusão de folhas tem o efeito inverso. Mas não se preocupe, pois basta colocar o fruto na geladeira para que este esfrie e as propriedades laxativas só se manifestarão se você ingerir grande quantidade deles. Nativa do cerrado brasileiro, a cagaita pertence à família Myrtaceae, sendo portanto parente da jabuticaba, goiaba, jambo, araçás e eucaliptos. A frutinha é pouco maior do que uma moeda de 1 real, de cor amarela, polpa gelatinosa quando madura e sabor difícil de descrever, mas com caroço pequeno e boa quantidade de polpa, muito utilizada no preparo de sucos, doces, geléias e sorvetes. Quando verde mas próxima da maturação, também é comestível e tem textura crocante e um sabor que lembra o da maçã verde. A casca do fruto é muito fina e também é comestível. A árvore é caducifólia (perde as folhas no inverno) e corticeira, ou seja, seu tronco solta placas de até 2 cm de espessura. Em seu ambiente natural a cagaiteira pode chegar até 7 metros de altura e tem belo efeito paisagístico quando em floração e com suas folhas jovens de tom avermelhado que passam ao marrom-ferrugíneo e depois ao verde (vide foto abaixo). Apesar do porte é possível sim cultivá-la em vasos, onde a espectativa é de que inicie a produção de frutos entre os 2 e 4 anos de idade. Por hora, a minha muda está em um recipiente plástico de 40 cm de altura por 30 cm de boca, mas já produz frutos e tem floração abundante. Realmente, uma de minhas melhores aquisições. 🙂 Comprei minha muda da Mari Plantas, cujo endereço está disponível na seção links.

Frutos Maduros

Frutos Maduros

Flores e folhas novas

Flores e folhas novas

Floração

A floração espetacular, que ocorre no início da primavera junto com o surgimento das novas folhas de cor ferrugínea, tornam a cagaita uma excelente opção para o paisagismo.

CURIOSIDADE: existe uma variante menos comum, conhecida como cagaita vermelha (Eugenia geminiflora Berg.), cuja foto segue abaixo. As flores e aspecto geral da árvore são idênticos ao da cagaita amarela.

cagaita vermelha

Cagaita vermelha

Grumixama Anã (Eugenia Itaguahiensis)

Gru o que?!? Não, você não se enganou, este é o nome de uma frutífera tipicamente brasileira. Grumixama-Í vem do Tupi e significa ”Fruta que pega ou aperta na boca ao comer”, e o adjetivo I quer dizer pequeno. É uma frutifera nativa da mata atlântica que pode ser encontrada em forma arbustiva ou de árvore de porte, sendo o fruto de cor roxa (mais comum) ou amarelo. Cada uma das espécies tem um nome científico diferente e ligeira variação de sabor, embora o fruto de todas as espécies tenha aproximadamente o mesmo tamanho: 2 a 3cm.  A grumixama floresce em dezembro e você pode encontrá-la na entrada do SESC Belenzinho, ou na Av. Dr. Arnaldo na Faculdade de Medicina da USP, ambos os endereços em São Paulo. Para quem é leigo é difícil identificar cada uma das espécies, pois as plantas são muito parecidas. Este post do Lacerda, do e-Jardim, ajuda a esclarecer o mistério: http://e-jardim.blogspot.com.br/2008/10/para-no-levar-gato-por-lebre.html.
A espécie Itaguahiensis (que tem frutos roxos) é a de menor porte (1 a 3m) entre todas, podendo ser cultivada com sucesso em vasos onde frutifica em aproximadamente dois anos (desde que adubada corretamente). As demais (de porte árboreo) são a Eugenia Blastantha e a Eugenia Brasiliensis, sendo que esta última pode alcançar até 15m de altura e tem três variedades: var. Erythrocarpus, de frutos grandes e roxos ou avermelhados; Iocarpus, de frutos pretos; e a Leucocarpus de frutos amarelos. A seguir, foto da minha muda de Grumixama Anã que está em um vaso de 30 cm de boca por 40 cm de altura. Há ainda uma foto das flores e dos frutos de cor amarela e de cor roxa. Você pode adquirir mudas nos sites do e-Jardim, Colecionando Frutas e Plantamundo (vide seção de links).

Grumixama AnãPlantada em um vaso de 30 cm de boca por 40 cm de altura (foto de 2014)

DSC05049Flores (iguais em todas as variedades) e os frutos de cor amarela e de cor roxa

11/08/2015 – No final do segundo segundo semestre de 2014 comprei uma muda maior (que devia ter uns dois anos de idade), com um metro e meio de altura e que floriu pela primeira vez em julho de 2015. Esta nova muda foi comprada do E-jardim, e vc pode ver uma foto dela no post de 04/08/2015 clicando aqui: Frutificando

Melão Andino (Solanum Muricatum)

O melão andino também é conhecido como pera-pepino, melão de árvore e pepino doce. Da família das solanáceas, ele é nativo dos países andinos da América do Sul. É uma planta de meia-sombra (não de sol pleno) que quando plantado no solo pode chegar a 1,5m de altura, mas que também pode ser plantada em pequenos vasos de chão ou de parede, dando um belo efeito paisagístico. A planta é de fácil reprodução pelo método de estaquia, mas é muito sensível ao frio e a pragas, motivo pelo qual deve ser bem cuidada e usualmente replantada (por estacas) anualmente. Embora tenha variação de tamanho, cor e forma, a espécie mais comum e cujos frutos são encontrados à venda no Brasil tem formato ovalado, com a casca amarelo clara e listrada com faixas cor-de-vinho. O fruto tem pouquíssimas sementes, com excelente quantidade de polpa, mas cujo sabor é difícil de descrever… Lembra o melão e também a pera. Você pode saboreá-lo como um melão ou utilizá-lo para compor drinks e batidas. Em casa, tenho 03 pés desta frutífera, um dos quais (plantado em um vaso de 30 cm de altura por 30cm de boca) pode ser visto na foto abaixo.

 

Melão Andino em vaso

Plantada em um vaso de 30cm de altura por 30 cm de boca

 

Flores e frutosA variedade que tenho, é a do fruto mais à esquerda na foto

21/12/2015 – Meus 03 pés de melão-andino morreram em função de pragas (às quais são muito suscetíveis) e, creio, do frio . Creio que o clima de São Paulo não lhe é muito favorável…

11/07/2016 – Meu filho gosta muito deste melão-andino, mas só consigo achá-lo sazonalmente no supermercado Pão de Açúcar. Assim, resolvi tentar mais uma vez e, no início de maio de 2016 adquiri duas novas mudas, que já vieram com 02 pequenos frutos. Durante todo o mês de maio e parte de junho, mantive as mudas dentro de casa e só as colocava no quintal para tomar o sol das 07:00 às 10:00 da manhã e das 16:30 ás 18:00. Apliquei cobre para eliminar os diminutos insetos brancos (pareciam pó) que se abrigavam na parte inferior das folhas, removi outras folhas que pareciam ter as bordas queimadas (algum tipo de fungo) e, finalmente, ao iniciar a segunda quinzena de junho as deixei em definitivo no quintal. Elas se adaptaram bem e gostaram do frio, contrariando minha percepção anterior. Em 10 de julho colhi o meu primeiro fruto e, em 28 o segundo fruto. Coloquei um suporte para as ramas, pois os frutos são pesados para uma planta tão pequena, e creio que isso também ajudou na adaptação da planta. Ela é mesmo chatinha de se cuidar, mas creio que peguei o jeito: não pode regar demais e nem de menos, se o calor for intenso, coloque-as temporariamente em um local mais ameno mas não de sombra total, remova as folhas doentes e adube com parcimonia, e você poderá cultivar este delicioso fruto com sucesso! Uma das minhas mudinhas já tem um novo fruto se desenvolvendo enquanto escrevo este post. Postarei fotos em breve, para que vocês vejam que é sim possível cultivar o melão-andino em São Paulo. 🙂