Araçá Boi – Eugenia Stipitata

Inicio este post com uma novidade: informação rápida e objetiva sobre o tamanho do vaso recomendado para o cultivo desta frutífera. 🙂

TAMANHO RECOMENDADO DO VASO: Pode ser mantido por anos em vasos de 40 cm x 40 cm ou de 50 cm x 30 cm (altura x largura), desde que a planta seja adubada e podada regularmente. A minha planta está em um vaso de 50 cm por 40 cm, floriu pela primeira vez em 2016 e iniciou a frutificação (10 frutos) em 2017, com apenas 1 m de altura.

Sobre o Fruto:

A “família” dos araçás é grande, bem grande. Os mais comuns são o amarelo e o roxo, que muitos conhecem, mas existem outros ilustres membros quase desconhecidos. É o caso do Araçá Boi. Por quê Boi? Por causa do tamanho do fruto que é o maior dentre todos os araçás, podendo variar entre 6 e 12 cm de diâmetro!

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Fruto, folhas e flor do Araçá Boi.

Em certas regiões é também conhecido como Araguassuba, Araçá Manga e Araçá Açú. Nativo da floresta amazônica (não se restringindo ao Brasil), a planta tem hábito arbustivo e não supera os 3,5 metros de altura, tamanho que atinge aos 10 anos de vida. O tronco é curto e a copa bastante ramificada, podendo pender até perto do chão. É surpreendente ver como galhos finos seguram os frutos que podem pesar até um quilo. A árvore tem um belo aspecto ornamental, pois que as folhas novas tem um tom ferrugíneo e são aveludadas, contrastando com folhas mais velhas de tor verde claro e verde escuro.

Nos primeiros anos o crescimento é lento, mas a planta já frutifica desde pequena, entre 2 e 4 anos de vida e com aproximadamente 1 metro de altura, tanto em pleno sol quanto na sombra, mas aprecia um ambiente em que não esteja o tempo todo submetida a sol direto. O período de frutificação costuma se dar entre março e junho, mas pode variar dependendo da localidade em que é cultivada. Embora nativo da Amazônia, o Araçá Boi se adapta com facilidade à outras regiões, frutificando bem até mesmo em São Paulo e Santa Catarina, onde costuma frutificar entre setembro e dezembro.

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Frutos do Araçá Boi

Pode ser cultivado com muito sucesso em vasos de 50 cm de altura por 40 cm de boca, onde frutifica bem, mas o fruto é bem azedo (e também muito aromático) e não é recomendado para o consumo ao natural. Não obstante, você pode fazer saborosas batidas, sucos, mousses e sorvetes deliciosos, além de também poder transformá-lo em vinagre.

Existe ainda um parente muito próximo, nativo da Colômbia, e que é conhecido como Guaiabilla (Eugenia Victoriana) e cuja polpa é alaranjada. Este parente tem fama de ser um pouco menos azedo do que o Araçá Boi, mas não chega a ser doce. O tamanho do fruto é o mesmo e a árvore é bem parecida com a do Araçá Boi. Não obstante, a Guaiabilla é mais rara em solo brasileiro.

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Folhas e frutos da Guaiabilla.

Assim como o Araçá Boi, a Guaiabilla pode ser cultivada com muito sucesso em vasos. Você encontra mudas destas frutíferas à venda no Mercado Livre, no e-Jardim, no Mudas de Frutíferas, no Safari Garden e em outros sites listados em nossa seção de Sementes e Mudas.

 

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Cereja da Austrália – Eugenia Reinwardtiana

Hoje vamos falar sobre a Cereja da Austrália, uma frutífera que se adapta perfeitamente a pequenos vasos. Ela é nativa das florestas chuvosas de Queensland, Austrália, e lá é conhecida como Cedar Bay Cherry ou Mountain Stopper. Em seu ambiente natural tem tamanho que varia dos 2 aos 6m de altura quando adulta, mas quando cultivada em vasos dificilmente passa de 1,5 m de altura.

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A arvoreta é também ornamental, pois suas brotações são avermelhadas e com folhas pubescentes. Produz frutos ovalados de 2 a 3 cm, de casca e polpa vermelha-escarlate, e tem sabor adocicado. Outro fato interessante é o de que frutifica precocemente, perto dos 2 anos de idade.

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Os frutos são consumidos ao natural, mas podem também ser utilizados para fazer doces, geléias e dar sabor a drinks e batidas.

Em minha casa tenho uma muda em um vaso de 30 cm de altura por 25 cm de boca. Ela foi comprada no e-Jardim em início de 2014 e hoje, 2 anos depois, está florescendo pela segunda vez.

Cagaita (Eugenia Dysinterica ou Stenocalyx Dysentericus (DC.) O. Berg)

Você deve estar pensando: “Mas que nome estranho para uma fruta!!“. Pois é estranho mesmo, mas tem sua explicação: a ingestão do fruto maduro e ainda quente de sol, tem efeito laxativo (para algumas pessoas bastam 15 minutos para fazer efeito). Não obstante, a infusão de folhas tem o efeito inverso. Mas não se preocupe, pois basta colocar o fruto na geladeira para que este esfrie e as propriedades laxativas só se manifestarão se você ingerir grande quantidade deles. Nativa do cerrado brasileiro, a cagaita pertence à família Myrtaceae, sendo portanto parente da jabuticaba, goiaba, jambo, araçás e eucaliptos. A frutinha é pouco maior do que uma moeda de 1 real, de cor amarela, polpa gelatinosa quando madura e sabor difícil de descrever, mas com caroço pequeno e boa quantidade de polpa, muito utilizada no preparo de sucos, doces, geléias e sorvetes. Quando verde mas próxima da maturação, também é comestível e tem textura crocante e um sabor que lembra o da maçã verde. A casca do fruto é muito fina e também é comestível. A árvore é caducifólia (perde as folhas no inverno) e corticeira, ou seja, seu tronco solta placas de até 2 cm de espessura. Em seu ambiente natural a cagaiteira pode chegar até 7 metros de altura e tem belo efeito paisagístico quando em floração e com suas folhas jovens de tom avermelhado que passam ao marrom-ferrugíneo e depois ao verde (vide foto abaixo). Apesar do porte é possível sim cultivá-la em vasos, onde a espectativa é de que inicie a produção de frutos entre os 2 e 4 anos de idade. Por hora, a minha muda está em um recipiente plástico de 40 cm de altura por 30 cm de boca, mas já produz frutos e tem floração abundante. Realmente, uma de minhas melhores aquisições. 🙂 Comprei minha muda da Mari Plantas, cujo endereço está disponível na seção links.

Frutos Maduros

Frutos Maduros

Flores e folhas novas

Flores e folhas novas

Floração

A floração espetacular, que ocorre no início da primavera junto com o surgimento das novas folhas de cor ferrugínea, tornam a cagaita uma excelente opção para o paisagismo.

CURIOSIDADE: existe uma variante menos comum, conhecida como cagaita vermelha (Eugenia geminiflora Berg.), cuja foto segue abaixo. As flores e aspecto geral da árvore são idênticos ao da cagaita amarela.

cagaita vermelha

Cagaita vermelha

Grumixama Anã (Eugenia Itaguahiensis)

Gru o que?!? Não, você não se enganou, este é o nome de uma frutífera tipicamente brasileira. Grumixama-Í vem do Tupi e significa ”Fruta que pega ou aperta na boca ao comer”, e o adjetivo I quer dizer pequeno. É uma frutifera nativa da mata atlântica que pode ser encontrada em forma arbustiva ou de árvore de porte, sendo o fruto de cor roxa (mais comum) ou amarelo. Cada uma das espécies tem um nome científico diferente e ligeira variação de sabor, embora o fruto de todas as espécies tenha aproximadamente o mesmo tamanho: 2 a 3cm.  A grumixama floresce em dezembro e você pode encontrá-la na entrada do SESC Belenzinho, ou na Av. Dr. Arnaldo na Faculdade de Medicina da USP, ambos os endereços em São Paulo. Para quem é leigo é difícil identificar cada uma das espécies, pois as plantas são muito parecidas. Este post do Lacerda, do e-Jardim, ajuda a esclarecer o mistério: http://e-jardim.blogspot.com.br/2008/10/para-no-levar-gato-por-lebre.html.
A espécie Itaguahiensis (que tem frutos roxos) é a de menor porte (1 a 3m) entre todas, podendo ser cultivada com sucesso em vasos onde frutifica em aproximadamente dois anos (desde que adubada corretamente). As demais (de porte árboreo) são a Eugenia Blastantha e a Eugenia Brasiliensis, sendo que esta última pode alcançar até 15m de altura e tem três variedades: var. Erythrocarpus, de frutos grandes e roxos ou avermelhados; Iocarpus, de frutos pretos; e a Leucocarpus de frutos amarelos. A seguir, foto da minha muda de Grumixama Anã que está em um vaso de 30 cm de boca por 40 cm de altura. Há ainda uma foto das flores e dos frutos de cor amarela e de cor roxa. Você pode adquirir mudas nos sites do e-Jardim, Colecionando Frutas e Plantamundo (vide seção de links).

Grumixama AnãPlantada em um vaso de 30 cm de boca por 40 cm de altura (foto de 2014)

DSC05049Flores (iguais em todas as variedades) e os frutos de cor amarela e de cor roxa

11/08/2015 – No final do segundo segundo semestre de 2014 comprei uma muda maior (que devia ter uns dois anos de idade), com um metro e meio de altura e que floriu pela primeira vez em julho de 2015. Esta nova muda foi comprada do E-jardim, e vc pode ver uma foto dela no post de 04/08/2015 clicando aqui: Frutificando

Pitangatuba (Eugenia Neonitida ou Eugenia Selloi)

A pitangatuba, endêmica das restingas do Rio de Janeiro, é uma parente próxima da pitanga (embora seja um fruto bem maior). Adapta-se muito bem a vasos de pelo menos 50cm de altura por 50 cm de boca e floresce sem parar de setembro até o início de maio. Em 2014 colhi meus dois primeiros frutos e, embora estes fossem pequenos e não maiores do que uma pitanga comum, o prognóstico é de que futuramente estes frutos serão 2 ou até 3 vezes maiores. Nas fotos abaixo, você pode ver a foto de minha pitangatuba plantada em vaso (de 50 cm de altura por 50 cm de boca) e do primeiro fruto que colhi. Pode ver ainda uma foto de um fruto (gigante!) produzido por um colega que mora nos EUA. Espero que os meus um dia cheguem a este tamanho. A pitangatuba tem um sabor azedo que lembra uma mistura de manga com uvaia e pode ser utilizada para fazer sucos, doces, geleias e licores. A planta inicia a floração em até 2 anos após o plantio. Você pode adquirir mudas desta frutífera em alguns dos sites informados na seção de links “Sementes e Mudas”. 😉

PitangatubaMeu pé de pitangatuba e o primeiro fruto que colhi, produzido em 2014

pitangatuba-euaMeu sonho é conseguir colher uma deste tamanho gigante, como a do colega dos EUA.

Outubro-2015: Bem, ainda não colhi os frutos gigantes, mas já estou colhendo frutos bem maiores do que aquele primeiro, cuja foto data de 2014. Como tenho uma muda da que produz frutos alongados e uma da que produz frutos arredondados, estou colhendo frutos de ambas. A produção não é grande, até porque as plantas estão em vasos, mas está valendo a pena. Vejam a foto de uma fruta que colhi:

pitangatubagde