Cajá-manga Anão – Spondias Cythera

Olá amigos! Vamos ao primeiro post de 2016, no qual falaremos sobre o cajá-manga.

O cajá-manga é um fruto mais conhecido pelos moradores das regiões Norte e Nordeste do Brasil, mas que lentamente vem se tornando conhecido também nas demais regiões do país. Supermercados como o Extra e o Pão-de-Açúcar sazonalmente comercializam o cajá-manga em bandejas com 4 ou 6 unidades. O problema é que o cajá-manga comercializado nestes mercados é o produzido em uma árvore que pode passar dos 10 metros de altura e de 5 metros de copa… Decididamente não caberia em vasos e nem em quintais medianos. Para os que querem conhecer a árvore, visitem o Hotel Fazenda Campo dos Sonhos, na cidade de Socorro, estado de São Paulo, onde você poderá conhecer um gigantesco pé de cajá-manga arbóreo, saborear alguns frutos, tomar café produzido no local e passar alguns dias hospedado neste hotel fazenda que tem inúmeras atrações, principalmente para os seus filhos. Me hospedei lá em 2014, e recomendo muito o lugar.

Bem, mas existe uma variedade anã que pode ser mantida em vasos e, se plantada no chão, se tornará uma arvoreta de no máximo 1,40m a 2,50m de altura. Esta variedade anã é o foco deste artigo.

O cajá-manga anão produz, é claro, frutos menores que os do seu primo arbóreo, mas tem uma vantagem: tem muito menos fibras. Sim, porque o cajá-manga de árvore produz frutos com muitas fibras e que dificultam a extração da polpa. É até ruim de morder o fruto… Já o cajá-manga anão não tem este problema. Você pode simplesmente remover a casca fina e cortar as lascas da polpa, ou até mesmo colocar o fruto inteiro na boca e ir mastigando-o até sobrar apenas o caroço. Veja a foto:

cajaanao

Cajá-manga anão

O fruto tem sabor que varia do agridoce ao adocicado, polpa crocante, e é muito apreciado para o consumo ao natural e para a produção de sucos e sorvetes. A arvoreta é muito produtiva e aceita bem as podas para limitar a altura e para limpeza. O cultivo é fácil, já que ele aceita quase todos os tipos de solo, inclusive os arenosos e pobres. Uma característica interessante é a queda de todas as folhas no inverno, que renascem na primavera juntamente com as hastes populadas por cachos de pequenas flores de tom creme que logo se transformam em frutos.

Em minha casa tenho um cajá-manga anão em um vaso de 40 cm de altura por 30 cm de boca, onde vai muito bem, e a planta hoje tem 80cm de altura, tendo já produzido frutos diversas vezes.

Você pode encontrar mudas com facilidade, tanto no Mercado Livre como com os vendedores listados na seção de links, mas verá que o preço, o tamanho e a qualidade variam bastante. Pesquise antes de comprar e, se você não tem muito espaço, esteja certo de adquirir a variedade anã.

Bom cultivo!

Jabuticabas

Fruta legitimamente brasileira, nativa da Mata Atlântica, a jabuticaba é tão famosa que até faz parte de um ditado conhecido internacionalmente (infelizmente negativo) referente ao nosso país: “Se é do Brasil e não é jabuticaba, então não presta”. Isso equivale a dizer que em nosso país a única coisa que presta é a jabuticaba. É lamentável que exista este ditado mas… em um país onde a corrupção é sistêmica, onde a impunidade impera e onde a maioria quer apenas levar vantagem sobre os outros, este ditado acaba por fazer todo o sentido embora com certeza não seja 100% verdadeiro, pois existem muitas pessoas e coisas boas no Brasil.

Bem, mas este Blog é sobre frutíferas, e não sobre política, então vamos ao que interessa: a jabuticaba! Uma frutinha que de tão apreciada, tornou-se comum nos quintais familiares dos brasileiros, em especial naqueles dos moradores do Estado de São Paulo, região onde até dá nome a uma cidade: Jaboticabal.

grande_jabuticaba[1]

A palavra jabuticaba deriva de “iapoti´kaba” que vem do idioma das tribos Tupi e o significado pode ser “fruta que alimenta o jabuti” ou “sebo de jabuti” (alusão ao aspecto da polpa x o sebo ou gordura do jabuti). Muito apreciadas pelos índios in-natura ou em fermentados, as frutinhas de casca preta e sabor adocicado logo caíram nas graças dos portugueses e, mais tarde, dos cidadãos de todo o mundo. Hoje existem jabuticabeiras nos Estados Unidos, Rússia, Espanha, China, Austrália, Vietnã e em muitos outros países, mas a maior produtora mundial de jabuticabas ainda é brasileira: é a cidade de Hidrolândia, em Goiás. Já no estado de São Paulo, Jaboticabal e Casa Branca são grandes produtoras. As três cidades promovem festas anuais em homenagem a fruta, que se tornou uma atração turística.

Apesar da fama mundial, nem todos sabem que existem várias subespécies de jabuticaba, e não apenas uma espécie. Algumas delas (como a coroada) podem levar até 20 anos para frutificar a partir do plantio por semente, mas outras frutificam a partir de 03 anos. Se forem produzidas por alporquia ou enxertia, podem até frutificar em bem menos tempo: em apenas um ano! As subespécies mais comuns e suas características básicas (existe muita variação) quando cultivadas a partir de sementes são:

Sabará (Myciaria jaboticaba Berg) – árvore de até 6m de altura com vários ramos que crescem desde a base, folhas pequenas e verde escuras, frutos de até 3cm e pretos quando maduros, casca fina e muito doce. Começam a produzir a partir dos 06 anos de idade.

Híbrida (Myrciaria x Cauliflora) – Como o nome diz, esta espécie é o resultado do cruzamento da jabuticaba sabará com a paulista. Árvore de até 5m de altura, folhas verde claro, frutos de até 3cm e pretos quando maduros, casca mais grossa, fruto muito doce. Inicia a produção a partir dos 03 anos de idade e produz mais de uma vez ao ano. É a variedade mais comercializada.

Ponhema, Açú ou Paulista (Myciaria cauliflora Berg) – árvore de até 4,5 m de altura com ramos que crescem desde a base, folhas novas são avermelhadas, frutos de mais de 3 cm de cor preta e entrecasca arroxeada quando maduros, casca grossa e sabor acidulado. Começam a produzir a partir dos 06 anos de idade.

Vermelha ou Vinho (Myciaria phitrantha Kiaersk) – árvore de até 3,5 m de altura, frutos de mais de 3 cm de diâmetro, fortemente costados, de coloração avermelhada a cor-de-vinho. Folhas de até 7-8 cm de comprimento. Frutifica 2 vezes por ano, a partir de 3-4 anos de idade..

“Branca” (Myciaria aureana Mattos) – árvore de até 3 m de altura e muito ramificada, mas de tronco e galhos finos, folhas de até 10 cm, de tom marron claro quando novas. Frutos costados de 2 a 3 cm, de cor verde claro quando maduros. Polpa muito doce e casca fina, levemente azeda e que pode ser consumida. Começam a produzir a partir dos 04 anos de idade.

Outras subespécies, mais raras e pouco conhecidas, são: jabuticaba-de-cabinho, jabuticaba-azul, jabuticaba coroada, jabuticaba coroada da restinga, jabuticaba anã do cerrado, jabuticabatuba, etc…

Cultivo: Jabuticabeiras gostam de sol, mas aceitam a meia sombra e algumas espécies aceitam até o cultivo em em ambientes internos. Em São Paulo, no Shopping Eldorado por exemplo, você poderá encontrar duas árvores enormes no pátio de alimentação, próximas as grandes janelas laterais. Outro fator importante para ter sucesso no cultivo é não deixar faltar água, pois jabuticabeiras não toleram estiagem prolongada. Na falta de água, produzirão muito pouco e poderão até morrer. Elas também não gostam muito da água com cloro que sai de nossas torneiras, mas adoram a água das chuvas. A única espécie tolerante ao menor volume de água é a jabuticaba anã do cerrado (Myrciaria Nana Ou Plinia Nana), que tolera estiagens e não gosta de água em excesso.

Podem ser cultivadas em vasos? A resposta é SIM! As mais adequadas são a vermelha, a branca e a anã do cerrado (raríssima!) que podem ser mantidas em vasos a vida toda. Quanto às demais, você até pode mantê-las por alguns anos em vasos, pois todas as espécies de jabuticaba crescem MUITO lentamente, mas um dia você terá que transplantá-las para o solo ou precisará de um vaso muito grande.

Em minha casa, tenho uma jabuticaba de cabinho plantada no solo, além de uma jabuticaba híbrida, uma coroada da restinga, uma jabuticaba anã do cerrado e uma jabuticaba azul em vasos.

Você pode encontrar mudas de todas as subespécies citadas neste artigo consultando os vendedores listados na seção de links deste blog, ou mesmo pesquisando em sites de e-commerce como o Mercado Livre e o OLX. Quanto a subespécie anã do cerrado (Myrciaria Nana ou Plinia Nana), apenas o E-jardim e o Colecionando Frutas tinham mudas disponíveis quando do fechamento deste artigo.

Se você tiver um bom dinheiro disponível e bastante espaço, tem ainda a opção de comprar uma jabuticabeira já adulta e produzindo: http://www.jabuticabeira.com.br.

Para quem não tem tanto espaço mas tem algum dinheiro, também existe uma opção: http://www.jabuticabeiranovaso.com.br/. Você pode receber sua jabuticabeira, já no vaso e produzindo, em sua casa! E o melhor: se você reside em São Paulo (ou nas cidades listadas no site), o frete é grátis.

Bom cultivo!

Sapoti, Mamey… Que frutas são estas?

Estes frutos de nome diferente e aspecto diferenciado, cujo representante mais conhecido é o Sapoti, são pouco ou mesmo totalmente desconhecidos do público em geral. Eles são produzidos em árvores que podem ir de 03 a 20 metros de altura conforme a espécie, mas todos eles são frutos grandes, de formato ovalado ou arredondado, polpa doce e saborosa. Embora popularmente sejam batizados de Sapota, nem todos o são de fato. Na foto que segue apresentamos alguns dos representantes mais comuns da família das Sapotáceas (Mamey, Apricot, Sapoti e Canistel), bem como os nomes pelos quais eles são popularmente conhecidos. Temos ainda um representante da família das Malváceas (Sapotá do Solimões), um da família Ebenaceae (Sapotá Preta – Diospyros Digyna) e um da família das Rutáceas (Sapota Branca – Casimiroa Edulis):

SAPOTACEASEnquanto que o Sapoti, o Abricot e a Sapotá do Solimões são nativos do Brasil, os demais são nativos dos países andinos e da América Central, embora tenham se adaptado com facilidade ao clima brasileiro, em especial ao dos estados da região norte e centro-oeste. Dentre todos eles o sapoti é sem dúvida o mais popular, sendo encontrado com certa facilidade em mercados de todo o Brasil. Já o Abricot e o Sapotá do Solimões são comuns nos estados brasileiros do Pará e do Amazonas, mas não nos demais estados. O Canistel já é mais raro de se achar, enquanto que o Mamey, a Sapota Preta (parente do caqui!) e a Sapota Branca (esta precisa de polinização cruzada) são praticamente impossíveis de se achar.

Tais frutas alcançam altos preços e, em que pese o sabor agradabilíssimo, difícil de descrever, não são comuns na mesa do brasileiro. Mas por quê será? Por certo que o pequeno número de produtores e distribuidores é um limitador (condição esta que também faz aumentar o preço), mas acredito que o longo tempo de maturação também contribua para a dificuldade de encontrá-los. Para alguns deles (como o Mamey e o Sapoti), desde a floração até a colheita pode se passar um ano!! Não obstante, a produção de algumas delas costuma ocorrer durante todo o ano (reduz apenas no inverno), de forma que você tem flores, frutos pequenos, verdes e maduros simultaneamente na mesma árvore. Outro inconveniente destas frutas é que ao atingirem a maturação se deterioram rapidamente, dificultando o transporte para longas distâncias e mesmo o armazenamento.

Bem, à esta altura você já deve estar se perguntando: Mas algum deles pode ser cultivado em vasos?. Desde que o vaso tenha o tamanho adequado, a resposta é sim. Ao menos um deles tem alguma expressividade nesta área: é o Sapoti. É comum você encontrar mudas enxertadas que já produzem frutos com apenas 60 cm de altura, tal qual a que eu tenho em minha casa em um vaso de 30 cm de altura por 30 cm de boca (vou precisar de vaso maior à medida que a planta crescer, é claro). Canistel enxertado e de alporquia também pode ser encontrado, assim como o Mamey produzido a partir de semente, mas os demais, quer seja a partir de semente, enxerto ou alporquia, praticamente inexistem. Conheço dois fornecedores de mudas destas frutiferas:

Sabor: eu já tive o prazer de provar o sapoti, o sapotá do solimões, o mamey e o canistel, e vou tentar descrever-lhes o sabor. Quanto aos demais não descritos aqui, se você já provou deles, conte-nos como foi. 🙂

Sapoti (Manilkara zapota): de polpa marron quando madura, lembra uma mistura de cana-de-açúcar e/ou coco queimado não excessivamente doce. Pode ser comido ao natural e é muito gostoso!

Sapotá do Solimões (Quararibea cordata): de polpa alaranjada quando madura, parece uma mistura de melão com manga. Pode ser comido ao natural e embora tenha pouca polpa é suculento.

Mamey (Pouteria Sapota): de polpa alaranjada quando madura, é conhecido como a fruta dos Mayas (daquele Império pré-colombiano) e é considerada uma das mais saborosas frutas tropicais. O sabor do mamey é geralmente descrito como sendo semelhante a batata-doce e/ou abóbora, com uma pitada de chocolate e aroma de amêndoa. Pode ser consumido ao natural, usado para sorvetes, milk-shake ou batido com leite assim como o abacate. Saborosíssimo!

Canistel (Pouteria Campechiana): quando maduro, a casca e a polpa são de um tom amarelo intenso. Talvez o menos saboroso da lista. A polpa é doce, mas tem pouca umidade, sendo mais seca. É mais usado para sopas e pures.

Saliento que a percepção quanto ao sabor de cada uma destas frutas pode variar de pessoa para pessoa, que tendem a descrevê-lo como uma uma mistura do sabor de outros frutos mais conhecidos.

Onde encontrar os frutos? Moro na cidade de São Paulo, e só conheço dois locais onde sazonalmente você pode adquirir estes frutos: O Mercado Municipal (no centro de São Paulo) e a Frutícola Trindade (no CEASA). Abro uma exceção para o Sapoti, que pode ser encontrado também no varejão do bairro da Vila Sônia, próximo ao Shopping Butantã.

Ficou curioso? Então pergunte por estes frutos no mercado de sua preferência e mesmo nas feiras livres. A procura tende a incentivar o cultivo e a disponibilidade!!

Qual o tamanho adequado e como preparar o vaso? – Parte 3

Olá amigos!

Percebi que tópicos como tamanho do vaso, cálculo de volume e adubação, são pesquisas comuns neste blog. Muitas vezes, feitas pelas mesmas pessoas. Em função de alguns eventos ocorridos, também ficou patente que algumas pessoas não compreenderam o intuito da planilha disponibilizada e a responsabilidade de cada um ao utilizá-la. Àqueles que entenderam, peço desculpas pelo acréscimo do último ítem citado abaixo, mas ele era necessário. No intuito de facilitar para que vocês tenham uma ferramenta única, fiz mais uma revisão da planilha.

Na versão 6, além de mudar um pouco o layout tentando deixá-la mais organizada, acrescentei:

  • sugestão para composição do substrato para vasos
  • cálculo das quantidades necessárias para compor o substrato supracitado
  • sugestão de forma, composição e freqüência da adubação
  • utilização da planilha e responsabilidade do autor e do leitor

Leia também a Parte 1 deste artigo, clicando aqui.

Bom cultivo!

25/09/2015 – ATENÇÃO! Quem baixou a planilha antes desta data, recebeu uma versão que tinha um erro na conversão de litros para galões e vice-versa. Ao perceber o erro, efetuei a correção e disponibilizo agora a versão correta. Desculpem-me pelo engano!

Link para Download: Cálculo-Volume-Vasos-V7

Qual o tamanho adequado e como preparar o vaso? – Parte 2

Não adiantará nada você ter todo o cuidado na preparação do vaso se não colocar um suporte para que ele não fique em contato direto com o chão. Ficando em contato direto, equivale a tampar os furos do fundo do vaso… Para onde o excesso de água escoará? Vale também ressaltar que, assim como os vasos podem ser feitos de diferentes materiais e ter diferentes formas, os suportes também. Eles podem ser de metal, madeira ou cimento, podem ser simples tijolos, podem ter rodinhas ou serem fixos, pintados ou não. Lembre-se ainda de que é muito importante que você tenha certeza de que o suporte escolhido será capaz de suportar o peso do vaso cheio de terra molhada. Se você usar um suporte inadequado, ele poderá quebrar e o vaso poderá tombar e, dependendo do tamanho do vaso, além do prejuízo você poderá ter sérios acidentes envolvendo pessoas e objetos próximos.

Ao lerem a informação presente no parágrafo acima, alguns visitantes que baixaram a nossa planilha para cálculo do tamanho e volume dos vasos na versão 4 perguntaram sobre como calcular o peso do vaso cheio, pois esta informação é necessária para saber qual suporte devem comprar.

Fiz então uma pesquisa sobre o peso de substratos secos x substratos molhados, mas concluí que não há uma forma 100% precisa de fazer o cálculo em função da diversidade de materiais utilizados tanto no substrato como no vaso em si mesmo. Portanto, o máximo que podemos conseguir com as informações que teremos à mão é uma fórmula para calcular o peso aproximado do vaso, tanto vazio quanto cheio. Estejam cientes de que o resultado do cálculo não é preciso, embora seja aproximado.

Leia também a Parte 1 deste artigo, clicando aqui.

Bom cultivo!

Link para Download da planilha Excell – Calculo-Volume-Vasos-V7

Quando vou colher minhas frutas?

Se você tem frutíferas plantadas, seja no vaso ou no solo, esta é por certo uma pergunta que você já fez a você mesmo ou a mais alguém. Muitas pessoas creem que todas as frutíferas produzem em pouco tempo e desde cedo com abundância, mas isto não é verdade.

Quando plantadas de semente, existem algumas frutíferas que iniciam a produção em meses, enquanto que outras demorarão anos para iniciar a produção. Tomate, physalis, cajámanga-anão, cubiú e outras, produzem em menos de 06 meses, enquanto que o cambucá e algumas espécies de jabuticaba podem levar até 20 anos para a primeira frutificação.

Técnicas como a alporquia, a enxertia e a mergulhia, associadas à seleção genética, abreviam o início da produção para uma infinidade de frutíferas, fazendo com que muitas tenham produção “imediata” ou em até 01 ou 02 anos. Em nossa vida moderna, onde o tempo parece passar cada vez mais rápido e a ansiedade se torna uma constante, adquirir mudas produzidas por meio destas técnicas garantirá não só a produção precoce dos frutos como muitas vezes árvores menores e que podem ser cultivadas em pequenos jardins ou mesmo em vasos. Não obstante, salvo raríssimas exceções, nenhuma frutífera produz durante todos os meses do ano e de forma contínua.

Frutíferas de clima tropical e temperado produzirão frutos em épocas diferentes do ano. Também podem produzir apenas uma vez ou mais de uma. Há ainda um conjunto de fatores externos, tal como clima, altitude, adubação, rega, horas de sol, etc… que influirão decisivamente no processo produtivo. A genética, assim como no nosso próprio caso, também influi.

A esta altura você já deve estar pensando: “tá, muito legal ter todas estas informações, mas você ainda não respondeu: quando vou colher minhas frutas?” Vamos lá então. Abaixo, apresento uma tabela contendo algumas das frutíferas mais conhecidas pela população em geral e os períodos em que elas mais comumente produzem seus frutos. Espero que esta informação os ajude a controlar a ansiedade pela colheita.

Abacate: diferentes variedades

propriciam produção o ano todo

Lichia: outubro a dezembro
Abacaxi: abril a julho Limão Siciliano: janeiro a abril
Araçá: janeiro a abril Limão Tahiti: dezembro a junho
Ameixa: novembro a janeiro Limão Galego: novembro a abril
Banana: ano todo Limão Cravo:  abril a junho
Caqui: fevereiro a maio Maçã: dezembro a fevereiro
Carambola: novembro a janeiro Mamão: ano todo
Côco: agosto a março Manga: novembro a março
Figo: dezembro a abril Maracujá: janeiro a junho
Goiaba: janeiro a abril Marmelo: janeiro a fevereiro
Jabuticaba: setembro a dezembro Melão e Melancia: diferentes variedades

propriciam produção o ano todo

Laranja Champanhe: maio a julho Nectarina: outubro a dezembro
Laranja Bahia: março a julho Nespera: agosto a novembro
Laranja Lima: março a junho Pera: janeiro a fevereiro
Laranja Pera: maio a fevereiro Pessego: novembro a fevereiro
Laranja Sanguínea: março a junho Poncã: abril a setembro
Longan: outubro a dezembro Uva: setembro a março