Frutas no Brasil e no Mundo

O objetivo deste post é falar um pouco sobre a variedade das frutas nativas e exóticas encontradas no Brasil. A biodiversidade brasileira é espetacular e, sem dúvida, uma das maiores do mundo. Sendo o Brasil um país de dimensões continentais, cortado ao norte pela linha do equador e, ao sul pelo Trópico de Capricórnio, concluímos que 92% do seu território situa-se na zona intertropical, isto é, entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio.

A Mata Atlântica, o Cerrado, a Região Tropical Amazônica e a Região de Clima Temperado que abrange o sul do país, nos permite o cultivo de diferentes frutíferas nativas e exóticas. Aliás, o que são frutas exóticas? O brasileiro usa o termo para designar as frutas pouco comuns, mesmo que nativas, mas a palavra “exótica” na verdade designa aquelas frutas que não são de fato nativas do território brasileiro. Mangas, laranjas, pêssegos, maçãs, lichias, romãs, longans e pêras são as frutas verdadeiramente exóticas, embora poucos saibam deste fato. Já as uvaias, araçás, gabirobas, cambucás, pitangas, jabuticabas e outras menos conhecidas, são as verdadeiras frutas nativas.

A esta altura, se você gosta de frutas e é uma pessoa curiosa, já deve estar se perguntando quais são as outras frutas, nativas e exóticas, cultivadas em nosso país. Bem, para obter a resposta a esta pergunta, sugiro a vocês que leiam o livro “Frutas no Brasil: Nativas e Exóticas”, título publicado pelo Instituto Plantarum. No livro, você encontrará informações e fotos de aproximadamente 1.020 tipos de frutas cultivadas no Brasil. Veja abaixo a imagem exemplo de páginas deste livro.

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Porém, você pode ser (como eu), uma pessoa ainda mais curiosa e que tem o desejo de saber mais sobre outras frutíferas existentes no mundo, em especial, as comestíveis. Bem, neste caso, um bom começo é a Fruitipedia, uma publicação online que traz fotos e descrição de frutíferas de todo o mundo, muitas das quais desconhecidas da população em geral. Vale a pena a leitura!

fruitpedia

Uma outra fonte de referência indispensável, é a do maior colecionador de frutas Brasileiro: Hélton Josué Teodoro Muniz. Ele é um autodidata, um pesquisador de frutas ou frutólogo, como ele mesmo gosta de dizer. Seu site contém, além da descrição e fotos de inúmeras frutíferas nativas, venda de mudas e instruções para cultivá-las. Hélton também tem uma história de vida inspiradora, de superação, que você precisa conhecer. Visite o site deste meu amigo e conheça a sua incrível coleção de frutíferas: http://www.colecionandofrutas.org/index.htm.

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Para você que deseja saber mais sobre as frutíferas e sobre como cultivá-las, além do potencial comercial, a leitura das obras de referência supracitadas constitui-se em um ponto de partida indispensável.

Boa leitura e diversão!

Maria Pretinha ou Erva-Moura (Solanum Americanum)

Em uma volta no bairro achei um pequeno arbusto carregado de frutas, e colhi o bastante para fazer um copo de suco. Convém ressaltar que a “Maria-Pretinha” (ou Erva-Moura) só pode ser consumida quando totalmente preta (verde é tóxica). Ela tem a casca lisa e brilhante, e aparece em cachos parecidos aos de uma uva porém bem menores, em geral com 4 ou 5 frutos agrupados. O suco que já é doce por si só, fica mais saboroso se você adicionar um pouco de açúcar. Você pode ainda fazer geléias, acrescentar às saladas, usá-la para cobertura de bolos ou mesmo para tingir batidas e para fazer gelo colorido (degradê), por exemplo. As folhas jovens e refogadas também são comestíveis. Como a planta é um mero arbusto de no máximo 1 metro de altura, retirei a planta do local onde a encontrei e a levei para casa onde a plantei no mesmo vaso em que está a pitangueira.

(Atualização de 22/06/2015) Parentes?? Sim, a Maria-Pretinha tem ainda outros parentes comestíveis e cujas mudas ou sementes podem ser compradas via Mercado Livre e em outros sites de comércio eletrônico. Os dois parentes mais comuns são o Solanum Burbankii e o Solanum Melanocerasum, ambas de sabor idêntico ao da Maria-Pretinha (Solanum Americanum).

MAS ATENÇÃO!! Existe uma planta similar à Maria-Pretinha, que tem sutis diferenças, mas que não é comestível . Entre tais diferenças uma das mais perceptíveis está nos frutos que tem leve pilosidade e não dão em cachos, além de as folhas terem bordas serrilhadas ou dentadas. O problema é que os frutos desta planta similar, cujo nome científico é Solanum Nigrum, são tóxicos em qualquer estágio de maturação, mesmo quando completamente negros ou roxos!!! Se você for colher frutos por aí, certifique-se de não colher da planta errada. Veja nas fotos como identificar a Maria-Pretinha. Observe, circundado em vermelho, o ponto único de conexão do cacho à planta, além das folhas de bordas lisas e o fruto de casca brilhante (sem pilosidade), características estas que permitem identificar a planta seguramente como a Maria-pretinha verdadeira.

Cuidado: se você não tem experiência com o tema, não arrisque sua saúde degustando plantas e frutos inspirado apenas pelas descrições e fotos deste post (ou mesmo de outros sites e blogs), pois não serei responsável por problemas de saúde que você eventualmente tiver em virtude de identificar incorretamente as frutas e as plantas retratadas neste blog. Se estiver em dúvida sobre a identidade da planta e do fruto, não os coma!

O suco: espumante e doce. Uma delícia!

O suco: espumante e doce. Uma delícia!

Como reconhecer a Maria-Pretinha.

Como reconhecer a Maria-Pretinha.

Os frutos são pequenos e tem sementes microscópicas que você não precisa retirar.

Os frutos são pequenos e tem sementes microscópicas que você não precisa retirar.