Sapoti, Mamey… Que frutas são estas?

Estes frutos de nome diferente e aspecto diferenciado, cujo representante mais conhecido é o Sapoti, são pouco ou mesmo totalmente desconhecidos do público em geral. Eles são produzidos em árvores que podem ir de 03 a 20 metros de altura conforme a espécie, mas todos eles são frutos grandes, de formato ovalado ou arredondado, polpa doce e saborosa. Embora popularmente sejam batizados de Sapota, nem todos o são de fato. Na foto que segue apresentamos alguns dos representantes mais comuns da família das Sapotáceas (Mamey, Apricot, Sapoti e Canistel), bem como os nomes pelos quais eles são popularmente conhecidos. Temos ainda um representante da família das Malváceas (Sapotá do Solimões), um da família Ebenaceae (Sapotá Preta – Diospyros Digyna) e um da família das Rutáceas (Sapota Branca – Casimiroa Edulis):

SAPOTACEASEnquanto que o Sapoti, o Abricot e a Sapotá do Solimões são nativos do Brasil, os demais são nativos dos países andinos e da América Central, embora tenham se adaptado com facilidade ao clima brasileiro, em especial ao dos estados da região norte e centro-oeste. Dentre todos eles o sapoti é sem dúvida o mais popular, sendo encontrado com certa facilidade em mercados de todo o Brasil. Já o Abricot e o Sapotá do Solimões são comuns nos estados brasileiros do Pará e do Amazonas, mas não nos demais estados. O Canistel já é mais raro de se achar, enquanto que o Mamey, a Sapota Preta (parente do caqui!) e a Sapota Branca (esta precisa de polinização cruzada) são praticamente impossíveis de se achar.

Tais frutas alcançam altos preços e, em que pese o sabor agradabilíssimo, difícil de descrever, não são comuns na mesa do brasileiro. Mas por quê será? Por certo que o pequeno número de produtores e distribuidores é um limitador (condição esta que também faz aumentar o preço), mas acredito que o longo tempo de maturação também contribua para a dificuldade de encontrá-los. Para alguns deles (como o Mamey e o Sapoti), desde a floração até a colheita pode se passar um ano!! Não obstante, a produção de algumas delas costuma ocorrer durante todo o ano (reduz apenas no inverno), de forma que você tem flores, frutos pequenos, verdes e maduros simultaneamente na mesma árvore. Outro inconveniente destas frutas é que ao atingirem a maturação se deterioram rapidamente, dificultando o transporte para longas distâncias e mesmo o armazenamento.

Bem, à esta altura você já deve estar se perguntando: Mas algum deles pode ser cultivado em vasos?. Desde que o vaso tenha o tamanho adequado, a resposta é sim. Ao menos um deles tem alguma expressividade nesta área: é o Sapoti. É comum você encontrar mudas enxertadas que já produzem frutos com apenas 60 cm de altura, tal qual a que eu tenho em minha casa em um vaso de 30 cm de altura por 30 cm de boca (vou precisar de vaso maior à medida que a planta crescer, é claro). Canistel enxertado e de alporquia também pode ser encontrado, assim como o Mamey produzido a partir de semente, mas os demais, quer seja a partir de semente, enxerto ou alporquia, praticamente inexistem. Conheço dois fornecedores de mudas destas frutiferas:

Sabor: eu já tive o prazer de provar o sapoti, o sapotá do solimões, o mamey e o canistel, e vou tentar descrever-lhes o sabor. Quanto aos demais não descritos aqui, se você já provou deles, conte-nos como foi. 🙂

Sapoti (Manilkara zapota): de polpa marron quando madura, lembra uma mistura de cana-de-açúcar e/ou coco queimado não excessivamente doce. Pode ser comido ao natural e é muito gostoso!

Sapotá do Solimões (Quararibea cordata): de polpa alaranjada quando madura, parece uma mistura de melão com manga. Pode ser comido ao natural e embora tenha pouca polpa é suculento.

Mamey (Pouteria Sapota): de polpa alaranjada quando madura, é conhecido como a fruta dos Mayas (daquele Império pré-colombiano) e é considerada uma das mais saborosas frutas tropicais. O sabor do mamey é geralmente descrito como sendo semelhante a batata-doce e/ou abóbora, com uma pitada de chocolate e aroma de amêndoa. Pode ser consumido ao natural, usado para sorvetes, milk-shake ou batido com leite assim como o abacate. Saborosíssimo!

Canistel (Pouteria Campechiana): quando maduro, a casca e a polpa são de um tom amarelo intenso. Talvez o menos saboroso da lista. A polpa é doce, mas tem pouca umidade, sendo mais seca. É mais usado para sopas e pures.

Saliento que a percepção quanto ao sabor de cada uma destas frutas pode variar de pessoa para pessoa, que tendem a descrevê-lo como uma uma mistura do sabor de outros frutos mais conhecidos.

Onde encontrar os frutos? Moro na cidade de São Paulo, e só conheço dois locais onde sazonalmente você pode adquirir estes frutos: O Mercado Municipal (no centro de São Paulo) e a Frutícola Trindade (no CEASA). Abro uma exceção para o Sapoti, que pode ser encontrado também no varejão do bairro da Vila Sônia, próximo ao Shopping Butantã.

Ficou curioso? Então pergunte por estes frutos no mercado de sua preferência e mesmo nas feiras livres. A procura tende a incentivar o cultivo e a disponibilidade!!

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