Adubação em vasos

A Adubação é muito importante para que as frutíferas em vaso cresçam saudáveis e produzam frutos. Ela pode ser executada com o auxílio de diferentes técnicas e produtos, cada um deles adequado a determinado tipo de planta e cultivo. A adubação pode ser feita via foliar e por incorporação ao solo, e em vasos deve ser feita em média a cada 03 meses. Nos parágrafos subsequentes, discorrerei de forma suscinta sobre alguns tipos de adubo e sobre como aplicá-los.

Adubos Orgânicos: Existem várias formas de produzí-lo e a partir de diferentes origens, mas o esterco de frango e o bovino produzem bons resultados e são os mais utilizados. O humus de minhoca e o Bokashi (a base de peixe) também são bons produtos. Todos eles podem ser encontrados em casas de jardinagem. Ressalto que você pode produzir o húmus de minhoca em sua casa (em pequenos espaços) pelo processo de compostagem (tópico que abordaremos futuramente). Os adubos orgânicos apresentam efeitos lentos pelo fato de serem necessárias várias reações em sua interação com o meio, reações estas que demoram a ser realizadas pelos micro-organismos presentes no solo. Isto faz com que este tipo de adubo seja ideal para plantas com as quais vc não deseja se preocupar com freqüência. A aplicação de adubos foliares (líquidos) também é recomendada ocasionalmente. O meio ambiente também agradece, pois estes adubos não tem química incorporada.

organico

Alguns exemplos de adubos orgânicos disponíveis em casas de jardinagem

Adubos Minerais ou Sintéticos: Geralmente se apresentam na forma de pedrinhas, de pó ou de liquido. Dependendo da forma de aplicação, são assimilados mais rapidamente, ou menos, pelas plantas. Por serem de absorção rápida, tendem também a perder o efeito em pouco tempo, de forma que é importante administrar um pouco de adubo orgânico de forma conjunta. Comumente encontrados em casas de jardinagem, a embalagem deste tipo de produto vem sempre marcada com 03 números (ex: “04-14-08”, “10-10-10, etc) que informam respectivamente as concentrações de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), sendo a sigla abreviada na embalagem como “NPK”. Os adubos não neutros vêm também com informações sobre sua alcalinidade ou acidez (valor do pH), valor este que deve ser observado pois cada planta tem sua faixa de acidez ótima para se desenvolver. A aplicação de adubos foliares (líquidos) também é recomendada ocasionalmente. Uma outra possibilidade de adubação sintética é o uso dos adubos de liberação lenta. A sua formulação também segue a regra do “NPK” mas, como o nome diz, são de lenta absorção. Isto quer dizer que vc os espalha no vaso e eles vão sendo gradualmente liberados e absorvidos a cada rega. O mais conhecido destes adubos é o Osmocote, cuja embalagem também vem assinalada como os teores de “NPK”. Ao adquirir adubos minerais ou de adubação lenta, procure por produtos que contenham também os micronutrientes zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl) em sua formulação. Outros elementos, como o sódio (Na), cobalto (Co), silício (Si) e níquel (Ni), são também considerados benéficos.

mineral-e-esintetico

Alguns exemplos de adubos minerais e sintéticos disponíveis em casas de jardinagem

Quanto a quantidade a ser aplicada, seja de adubos minerais, sintéticos ou orgânicos, não há um valor preciso. Em média, a cada 03 meses vc deverá executar nova adubação. Não pense no entanto que colocar mais adubo irá dilatar o tempo necessário a adubação e que isto é melhor para a planta. Se vc colocar muito adubo mineral ou sintético (por exemplo), a planta terá o equivalente à uma congestão e pode até morrer. “Quanto adubo deve ser adicionado então?”, você deve estar se perguntando… Bem, isto depende não só do tamanho do vaso como também da frutífera que vc tem nele plantada e de seu porte. No caso de adubos minerais ou de liberação lenta, guie-se pelas instruções presentes na embalagem do produto. No caso do adubo orgânico, a aplicação é mais fácil: algumas colheres (ou pás) devem ser incorporadas ao solo. Um alerta: o adubo à base de “cama de frango” (esterco) é mais forte e pode “queimar” as raízes e ter reflexos nas folhas se aplicado em excesso.

Como aplicar o adubo: Faça-o de preferência ao final da tarde, quando o sol está mais fraco. Ao aplicar a adubação mineral ou sintética, nunca os coloque junto ao caule da planta, pois isto irá “queimar” as raízes e quase que certamente matará a planta. Faça covas rasas próximas a borda do vaso e deposite o adubo, misturando-o então ao solo retirado que deve ser devolvido ao vaso. Para frutíferas, a formulação mais adequada é a NPK 04-14-08. Quanto a adubação orgânica, revolva um pouco a terra superficial do vaso e misture a ela o adubo. Após a aplicação do adubo, seja ele mineral, sintético ou orgânico, efetue a rega. Se a chuva em boa quantidade for iminente, então não regue e deixe que a chuva faça o trabalho. Para saber mais a respeito da adubação, pesquise nos sites da Emater, Scielo, e outros. Você encontrará uma infinidade de artigos mais detalhados do que este post e que poderão esclarecer muitas de suas dúvidas. Bom cultivo e boa colheita!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s